sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Como namorar na Roma antiga

Há 2 mil anos, o poeta romano Ovídio escreveu um grande guia de paquera: o livro a Arte de Amar. As dicas eram para homens e mulheres da Roma Antiga - mas continuam válidas hoje em dia


1. IDE PARA A RUA

“A multidão é útil, jovens beldades. Levem sempre seus passos errantes para fora de casa. O acaso desempenha seu papel em todo lugar: jogue sempre o anzol na água. Onde você menos espera pegar um peixe, haverá um.”

2. BEBEI COM MODERAÇÃO

O vinho prepara os corações e os torna aptos aos ardores amorosos; as preocupações fogem e se afogam nas múltiplas libações. Qual é a justa medida a ser conservada ao beber? Que sua inteligência e seus pés continuem exercendo o ofício deles.”

3. PREPARAI-VOS

Esconda os defeitos, e, o quanto possível, dissimule suas imperfeições físicas. Se você é pequena , sente-se; em pé, evite que a creiam sentada; e estenda sua miúda pessoa sobre o leito. Mesmo lá, deitada, para que não se possa avaliar seu tamanho, jogue sobre si uma roupa que esconda seus pés.”

4. NA ESCURIDÃO, ENGANAI

Não deixe a luz penetrar por todas as janelas no quarto de dormir; muitas partes do seu corpo são favorecidas não sendo vistas à luz do dia. E mesmo você a quem a natureza recusou as sensações de amoroso prazer finja, com inflexões mentirosas, apreciar os doces júbilos. Que seus movimentos e a própria expressão de seus olhos consigam nos enganar!”

5. SEDES UM CORNO MANSO

“O melhor é ignorar tudo. Deixe-a ocultar suas infidelidades e não a force a mudar sua fisionomia para fugir ao rubor da confissão. Razão a mais, jovens, para evitar surpreender suas amantes. Que elas os enganem, e que enganando-os elas pensem que os estão enganando!”

6. SE LEVARDES UM FORA

Evite reler as cartas de sua amante que você guardou; almas firmes ficam abaladas quando relêem tais cartas. Jogue tudo impiedosamente no fogo, por mais que isso lhe custe, e diga ‘Que esta seja a fogueira que amortalhará o meu amor!’”

O maior poeta romano

Publius Ovidius Naso (Sulmo, 20 de março de 43 a.C. — Tomis, 17), conhecido como Ovídio nos países de língua portuguesa, foi um poeta romano que escreveu sobre amor, sedução, exílio, e transformação mitológica. Estudou retórica com grandes mestres de Roma e viajou para Atenas e Ásia exercendo funções públicas com o objetivo de tornar-se um Cícero, mas, para desgosto do pai, resolveu dedicar sua vida à poesia.

Considerado um mestre do dístico elegíaco, Ovídio é tradicionalmente posto ao lado de Virgílio e Horácio como um dos três poetas canônicos da literatura latina. Sua poesia, muito imitada durante a Antiguidade tardia e durante a Idade Média, influenciou a literatura e a arte da Europa, particulamente Dante, Shakespeare e Milton. Seu estilo tem caráter jocoso e inteiramente pessoal — às vezes o eu-lírico de seus poemas são o próprio Ovídio.

O dístico elegíaco é a métrica mais comum em seus poemas: os Amores — Ars Amatoria, Remedia Amoris — são longos poemas didáticos; os Fastos, sobre festivais romanos; o Medicamina Faciei Femineae, sobre cosméticos para mulheres; cartas fictícias escritas por heroínas mitológicas permeiam o enredo das Heróides; e todas suas obras restantes são escritas no exílio e sobre o exílio (Tristia, Epistulae ex Ponto, e Ibis).

Os dois fragmentos restantes da tragédia Medéia (sobre Medéia) estão escritos em triâmetro iâmbico e anapesto, respectivamente; as famosas Metamorfoses estão escritas em hexâmetro dactílico, e são conhecidas como "métrica épica" à exemplo da Eneida de Virgílio e da Ilíada e Odisséia de Homero.

Vivia uma vida boêmia, sendo admirado por toda a Roma antiga como um grande poeta. No ano 8, foi banido de Roma pelo imperador Augusto. Não é sabida a causa do banimento, mas muito provavelmente o imperador tenha achado imoral seus conselhos em Ars Amatoria. Antes de morrer, preparava aquela que seria sua última obra, Haliêutica, sobre a arte da pesca; Caio Plínio Segundo acreditava que este era mais um ato de diversão de Ovídio, que não tinha qualquer interesse pelo tema tratado. Ovídio faleceu no ano 17 em Tomis, atual Constança, Romênia. Hoje, o país considera Ovídio o primeiro poeta romeno.

Tirei daqui

4 comentários:

  1. HAHA! Interessantíssimo! E amei o título do blog "O paraíso é uma biblioteca". Parabéns :)

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  2. Descobri teu blog recentemente, parabéns o conteúdo é excelente, cada dia leio um pouco.
    Hahaha... achei muito legal o post, já havia ouvido falar do Ovídio, principalmente por Metamorfoses, mas fiquei interessado pelo a Arte de Amar, assim que tiver oportunidade adquiro a edição da L&PM.

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  3. muito bom! vi seu blog em uma comunidade do orkut... acompanharei :)

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  4. 45646uoyh9uyuhtguygggkkkkk

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