quarta-feira, 30 de junho de 2010

[Clássicos da Literatura] Laranja Mecânica


Diagnosticado com um tumor cerebral, Anthony Burgess desandou a escrever. Pariu seis livros em um ano para garantir o sustento da viúva. Saiu tudo ao contrário. O tumor não existia – era um diagnóstico malfeito. E dinheiro, que é bom, o inglês só veria uma década depois, em 1971, quando um dos livros foi levado ao cinema por Stanley Kubrick. Era Laranja Mecânica. Numa das adaptações mais fiéis do cinema, Kubrick retratou uma Inglaterra futurista, onde prisões pretendem usar violência para recuperar criminosos. A cobaia é o delinqüente Alex, que agrediu e estuprou um casal para se divertir. O cinema touxe à tona esse clássico que passara quase despercebido. Pelo menos Burgess sobreviveu ao falso tumor – e pôde desfrutar a consagração como um dos ícones da ficção científica moderna.

• Violência exagerada? Burgess diz que não. Parte da inspiração para a trama saiu de um espancamento que sua mulher (grávida) sofreu nas ruas de Londres.

• Nadsat é o nome do idioma que Burgess criou para escrever Laranja Mecânica. Misturando inglês e russo, o nadsat sai da boca de Alex como gírias saem da boca de um adolescente. O livro vem com um glossário no final, que não existia na primeira edição em inglês. Burgess preferia o estranhamento do leitor desentendido.

• James Joyce, de quem Burgess era fã declarado, tem influência marcante. As palavras em nadsat muitas vezes lembram a escrita do irlandês, autor de Finnegans Wake.

• A primeira edição lançada nos Estados Unidos não tinha o último capítulo do livro – os editores não gostaram do final original. E foi numa edição incompleta que Kubrick baseou seu filme.

Retirei Daqui

1 comentário:

  1. Nossa! Esse filme é muito bom! Excelente! gostei daqui.

    Se estiver interessado, passa no meu: http://loshe.blogspot.com/

    Beijos

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