domingo, 16 de maio de 2010

[Referência Literária do Dia] Killing An Arab - The Cure


Pouca gente sabe, mas essa música, da banda de Post-Punk Inglesa The Cure, foi claramente inspirada no livro O Estrangeiro (Albert Camus). Aqui vai a parte que dá para perceber claramente isso:

I'm alive (Eu estou vivo)
I'm dead (Eu estou morto)
I'm the stranger (Eu sou um estranho)
Killing an arab (Matando um árabe)

I can turn and walk away (Eu posso voltar atrás)
Or I can fire the gun (Ou eu posso abrir fogo com a arma)
Staring at the sky (Olhando fixamente para o céu)
Staring at the sun (Olhando fixamente para o sol)
Whichever I choose (Qualquer escolha que eu faça)
It amounts to the same (Tem a mesma importância)

Absolutely nothing (Absolutamente nenhuma)

Quem leu o livro, certamente se lembrará da parte da praia, onde Mersault mata o árabe.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

[Curiosidades Literárias] Por que Shakespeare é considerado um gênio?


Porque sua obra alterou o rumo da literatura mundial. Harold Bloom, famoso crítico americano e autor do livro Shakespeare: A Invenção do Humano, diz que o dramaturgo inglês entendia a alma humana como nenhum outro autor jamais entendeu.

A razão para isso podem ter sido as circunstâncias em que escreveu sua obra. No século 16, Shakespeare era muito popular e encenava suas peças para todo tipo de pessoas. Nobres, letrados, prostitutas, gatunos e artesãos lotavam os teatros em busca de diversão. Entreter esse público, nada ordeiro ou silencioso, não era tarefa fácil e o jeito que Shakespeare encontrou foi representar no palco personagens com quem todos ali pudessem se identificar. “Os grandes gênios são espelhos nos quais os leitores acabam encontrando a si próprios”, escreveu Bloom.

Shakespeare escreveu os maiores clássicos do teatro e criou uma galeria de personagens que fascinam a humanidade mesmo séculos após sua morte. “Todos os produtos culturais feitos depois de Shakespeare recorrem a tipos imaginados por ele”, diz Peter James Harris, professor de Literatura Inglesa da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Como Bloom e Harris, a maior parte dos críticos literários da atualidade concordam que continuamos vivendo sob o impacto das obras do bardo inglês. Chamá-lo de gênio, portanto, é fazer-lhe justiça.

Tipos inesquecíveis Quem são os personagens eternizados na obra de William Shakespeare

A peça: Romeu e Julieta



Trama: Filhos de famílias inimigas, Romeu e Julieta se apaixonam, mas são proibidos de viver o amor. Para não ter de casar com outro, Julieta decide seguir um plano que pode mudar sua sorte: ela fingiria o suicídio tomando um líquido que altera os sentidos. Romeu seria avisado e resgataria a jovem do túmulo. Os planos dão errado e os dois jovens escolhem a morte a viver separados de seu amor.

A peça: Otelo


Trama: O mouro Otelo torna-se general e tem Iago como uma espécie de escudeiro. A lealdade dele, no entanto, dura até o dia em que é preterido numa promoção. A missão de Iago passa então a ser a derrocada do chefe. Fazendo-se de amigo conselheiro ele induz Otelo a pensar que sua esposa, Desdêmona, o trai. Otelo acaba consumido pelo ciúme doentio e joga por terra tudo que conquistara com honra e determinação implacáveis.

A peça: Rei Lear


Trama: Rei Lear vivia muito bem até que pede a suas filhas que lhe façam declarações de amor para provar que merecem a herança. As duas mais velhas são hábeis em recitar belas palavras. Cordélia, a caçula, não sabe como expressar seu sincero apreço pelo soberano e é deserdada. As outras irmãs, que agora dividem o reino, passam a desrespeitar o pai. Sem a coroa, rei Lear percebe o quanto a majestade pode ser transitória

A peça: Hamlet


Trama: O príncipe da Dinamarca vive feliz, bajulado pelos amigos e pelas damas da corte. Quando recebe a visita do fantasma de seu pai, morto poucos dias antes, descobre que o tio – agora casado com sua mãe e dono do trono – é o assassino. A traição o deixa atormentado e Hamlet passa a questionar o valor da vida.

A peça: Macbeth


Trama: Macbeth está prestes a receber uma promoção quando três bruxas aparecem e lhe despertam o desejo da traição. Elas garantem que Macbeth pode se tornar rei. A notícia alegra a esposa do nobre, que decide armar para que a profecia se cumpra. Ela induz o marido a assassinar o rei e assumir o trono. Mas os rastros de sangue agitam o reino, produzem inimigos para o novo soberano e, por fim, o conduzem à sua ruína .

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sábado, 1 de maio de 2010

[Curiosidades Literárias] Como nasce uma língua?



Em primeiro lugar, é preciso compreender o que é um idioma. “É o conjunto organizado de signos lingüísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Além disso, ele deve ter um número razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação. Do contrário, é só um dialeto”, explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo. Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. O português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também é possível que não haja uma só raiz. É o caso das chamadas línguas germânicas, como o alemão e o dinamarquês. “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam”, afirma Goez Kaufmann, especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.

“No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais”, diz José Rodrigues Seabra, professor de língua e literatura latina da USP. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.

Hoje o inglês é dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma é bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. “Ainda assim, o inglês falado na Índia é cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua”, diz Kaufmann.

Chinês

Origem - Pré-história, a partir de dialetos como o cantonês, o de Xangai e o de Pequim.

Curiosidade - Só em 1949, com o governo comunista, surgiu uma língua oficial, derivada da fala de Pequim. A escrita, ideográfica (refere-se a significados e não a fonemas), unificou culturalmente o país.

Grego

Origem - Nasceu de vários dialetos da península Balcânica no século 8 a.C.

Curiosidade - Foi a primeira língua internacional e com ele nasceram a filosofia e a cultura do Ocidente. Outros idiomas o utilizam em nomes científicos e em palavras como “fósforo” e “estética”.

Japonês

Origem - Por volta do século 3, ao leste e ao sul do arquipélago japonês.

Curiosidade - Tem 3 sistemas de escrita: o hiragana, o katakana e o kanji (os ideogramas chineses). Por isso, um japonês que não fala uma palavra em chinês pode ler muita coisa nesta língua.

Árabe

Origem - Península Arábica, primeiros registros escritos datam do século 5.
Curiosidade - Desenvolveu um alfabeto próprio, que depois foi adotado pelo persa (Irã) e o pashtu (Afeganistão). A língua responsável pelo desenvolvimento da civilização islâmica é falada em 22 países.
Latim

Origem - Por volta do século 7 a.C. na região do Lácio, onde Roma foi fundada.

Curiosidade - Expandiu-se junto com o Império Romano e acabou dando origem a cerca de 10 línguas. Ainda hoje é o idioma oficial no Vaticano. Palavras latinas estão em todas as línguas modernas.

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