sexta-feira, 17 de Junho de 2011

[Referência Literária do Dia] Moby


O DJ de música eletrônica Moby (que na verdade se chama Richard Melville Hall) possui esse apelido por causa da clássica obra Moby Dick, escrita por Herman Melville, a quem o músico supostamente possui algum grau de parentesco.

quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Jorge Luis Borges ganha espaço físico e virtual em Buenos Aires

Jorge Luis Borges ganhou em Buenos Aires, sua cidade natal, um novo espaço físico e virtual que, com uma proposta visual e em permanente renovação, busca introduzir o público generalista no universo literário do escritor, que morreu há exatos 25 anos.
Quando os turistas se aproximavam do Centro Cultural Borges, em pleno centro portenho, confiantes de que se tratava de um lugar dedicado ao escritor argentino, acabavam tendo uma decepção.
O centro, inaugurado em 1995, acolheu nestes 16 anos numerosas exposições e atividades em homenagem a Borges (1899-1986), mas nunca um espaço permanente que pudesse satisfazer a enorme quantidade de turistas que o escritor atrai.
Para saldar esta dívida, elegeram o 25º aniversário da morte do escritor para inaugurar o Espaço Borges, que pretende se transformar em um instrumento para a divulgação e a reflexão sobre sua obra, relatou à Agência Efe uma das responsáveis pelo projeto, Laura Mendoza.
O espaço, criado em colaboração com a Fundação Borges (presidida pela viúva do escritor, Maria Kodama), se estrutura em torno de uma mostra permanente, cujos conteúdos serão renovados periodicamente, e se completa com um site e um calendário de atividades paralelas.
"Histórias de um universo escrito", como batizaram a exposição, busca, "com uma visão bastante generalista", mostrar a "quantidade de facetas que teve e os interesses que desenvolveu ao longo de sua vida", disse Laura.
É o próprio Borges, através de uma seleção de entrevistas de seus livros impressos pelas paredes, que guia o visitante através das seis seções nas quais está dividida a mostra.
Embora tenha se tentado evitar mais uma "mostra biográfica", o espaço inclui um pequeno espaço com fotografias de sua família, retratos de sua juventude, recortes de jornais e dois desenhos feitos por Borges durante sua infância, um deles de um tigre, animal que o fascinou desde pequeno.
Esse espaço se completa com uma apresentação audiovisual com a opinião de outros grandes escritores e intelectuais sobre a obra de Borges, como John Updike, Maurice Blanchot, Maurice Blanchot, Gérard Genette, Adolfo Bioy Casares e Mario Vargas Llosa.
A seção "Fervor por Buenos Aires", título de um de seus primeiros livros, situa em um mapa os cantos "mais notáveis" de Borges na capital argentina: as casas em que viveu, a escola na qual cursou seus estudos, o zoológico que visitava durante sua infância e suas livrarias favoritas.
O percurso continua com as confeitarias nas quais se reunia com outros intelectuais da época, a faculdade e a livraria na qual se deu sua última aparição pública na capital argentina.
A mostra recolhe também uma seleção das leituras e dos autores favoritos de Borges, como Dante Alighieri, Franz Kafka, Walt Whitman, Gilbert Keith Chesterton, Edgar Allan Poe e Joseph Conrad, entre outros, representados com desenhos, fotografias ou fac-símiles de suas obras.
Para ilustrar as leituras é exibida uma exclusiva edição de "Folhas de erva", obra do poeta americano Walt Whitman traduzida por Borges, "Dom Quixote de la Mancha", de Miguel de Cervantes, do século XIX, e "Martín Fierro", a clássica obra de José Hernández.
O processo criativo de Borges também é mostrado por meio de reproduções dos manuscritos originais de sua obra "O Aleph" e sua fascinação pelos labirintos e a literatura fantástica.
A mostra se completa com um leque de atividades culturais que inclui exposições temporárias paralelas, conferências de especialistas, oficinas e representações artísticas.

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segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Romance inédito de Conan Doyle, perdido durante 130 anos, será publicado


Biblioteca Nacional do Reino Unido vai publicar em novembro o primeiro romance do autor inglês Arthur Conan Doyle, The Narrative of John Smith (A narrativa de John Smith, em livre tradução), até então inédito e desconhecido. Doyle, criador do famoso detetive Sherlock Holmes, elaborou o manuscrito aos 23 anos, mas nunca chegou a publicar o livro. Segundo o jornal inglês The Guardian, o escritor enviou o romance, entre 1883 e 1884, a um editor britânico, mas o documento foi perdido.
Os seis capítulos que reescreveu um tempo depois, e que até agora estiveram com seus herdeiros e depois com a Biblioteca britânica, são os que serão publicados. O livro conta a história de um cinquentão doente que vive confinado em seu quarto,onde opina sobre religião, literatura e guerra a todos que queiram escutá-lo. Ao longo de The Narrative of John Smith, o protagonista recebe a visita de várias pessoas, de generais aposentados a padres.
The Narrative of John Smith foi escrito pouco antes de Um estudo em vermelho, que apresenta Holmes e seu companheiro, o Dr. Watson, e era até agora considerado o primeiro romance de Doyle. "[O livro] revela de forma fascinante os primeiros passos no desenvolvimento de Conan Doyle como escritor, seu período de aprendizagem", disse Rachel Foss, encarregada pelos manuscritos literários modernos da Biblioteca britânica, ao Guardian.
Para a especialista, The Narrative of John Smith se perde às vezes "em termos de trama e personagens", mas "dá algumas pistas sobre as futuras histórias de Sherlock Holmes". Na dona da moradia onde vive Smith, a senhora Rundle, por exemplo, Fosse afirma que "é possível ver um protótipo da falante senhora Hudson, a proprietária da casa de Sherlock Holmes". De acordo com Fosse, The Narrative of John Smith representa a primeira tentativa de Doyla de "fazer a transição de um autor de histórias curtas para um romancista".

domingo, 5 de Junho de 2011

CNE revê parecer e desiste de censurar Monteiro Lobato

Após contoverso parecer emitido no ano passado, o Conselho Nacional de Educação (CNE) reviu a decisão que classificava como racista parte da obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, e restringia o uso desse livro nas escolas públicas. De acordo com informações da Agência Brasil, o texto final do novo parecer ainda não foi publicado, mas irá sugerir que a obra seja contextualizada pelos professores quando utilizada em sala de aula.

Publicado em 1933, o livro de Monteiro Lobato, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira, narras as aventuras da turma do Sítio em busca de uma onça-pintada. Segundo o CNE, os traços racistas da obra estariam na forma como se refere à personagem Tia Nastácia e a alguns animais, como o urubu e macaco.

Em nota, o CNE afirmou que impedir o livro de chegar às escolas - como pretendia o parecer inicial - seria um ato de censura. “Uma sociedade democrática deve proteger o direito de liberdade de expressão e, nesse sentido, não cabe veto à circulação de nenhuma obra literária e artística. Porém, essa mesma sociedade deve garantir o direito à não discriminação, nos termos constitucionais e legais, e de acordo com os tratados internacionais ratificados pelo Brasil”, diz o comunicado.

A solução encontrada pelo colegiado foi adicionar uma nota técnica às próximas edições do livro para que o professor seja instruído a contextualizar a obra ao momento histórico em que ele foi escrito.

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