A Caixa Econômica Federal tirou do ar ontem um comercial sobre seu
aniversário de 150 anos no qual o escritor Machado de Assis era
representado por um ator branco. A peça foi criticada pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial da Presidência da República) e pelo movimento contra o
racismo -- o escritor era mulato.
A secretaria redigiu um comunicado em que se referiu ao comercial como
uma "uma solução publicitária de todo inadequada". "A Seppir entende
que, em respeito a sua contribuição na valorização da diversidade
brasileira, a Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o
equívoco", afirmou a nota.
Ao banco restou pedir desculpas e tirar o comercial do ar. "A Caixa
lamenta que a peça não tenha caracterizado o escritor, que era
afro-brasileiro, com sua origem racial." O presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira, afirmou que o
acontecido não compromete a "reputação" do banco como empresa parceira,
que preza pela promoção da igualdade.
"A Caixa sempre incluiu nos modelos de publicidade modelos negros e
negras, diferentemente de outras instituições financeiras. Me parece que
a agencia errou gravemente", declarou Ferreira. Para ele, o pedido de desculpas do banco e a retirada do vídeo do ar foram soluções suficientes. "A instituição não procurou se justificar. Pelo contrário, agiu de forma
correta e corrigiu um erro que com certeza foi da agência", disse o
presidente da Palmares.
A Caixa, em nota a Seppir, informou que além da suspensão da veiculação
do comercial, o pagamento da campanha publicitária à agência foi
anulado.
PS: Aposto que esses publicitários escrotos da CEF nunca leram um livro do Machadão.
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