terça-feira, 6 de março de 2012

[Referência Literária do Dia] Adjetivos Literários

As vezes, alguns escritores tem sua obra ligada de tal forma a certos temas da vida, que acabam por virar adjetivos. Pouco gente sabe, mas em nossa língua pátria podemos encontrar diversos adjetivos que estão intimamente ligados a obra de algum escritor.



O adjetivo Quixotesco, por exemplo, pode ser utilizado para qualificar uma pessoa como extremamente sonhadora, romântica, fora da realidade. O termo é uma alusão a obra Dom Quixote de La Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes. A obra narra as desaventuras de Dom Quixote, um pequeno fidalgo que perdeu a razão por muita leitura de romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis preferidos.



Por sua vez, o adjetivo Kafkiano é utilizado para descrever uma situação absurda, contrária ao bom senso, sem sentido. O termo é utilizado normalmente em um contexto burocrático, descrevendo situações surreais que somos obrigados a viver no mundo atual. O termo faz referência ao escritor checo Franz Kafka, principalmente a sua obra O Processo, na qual o personagem principal sofre um longo e angustiante processo judicial sem que lhe seja dito ao certo qual o seu crime.


Outro adjetivo com origem literária é o termo Orwelliano, que virou um sinônimo para estado totalitário, repressor, que não respeita os direitos humanos. O termo é uma alusão ao livro 1984, do escritor George Orwell. Na trama, somos apresentados a um mundo dominado por três grandes estados totalitários, que vivem uma guerra sem fim uns com os outros. Nesse mundo, onde as liberdades individuais foram suprimidas, as pessoas são vigiadas diariamente pelos membros do partido dominante, a informação é manipulada pelo governantes, de forma a melhor atender seus interesses (tipo a Rússia, o Irã e a Venezuela atualmente).


Bem mais conhecido do grande público, o termo Balzaquiana, utilizado para descrever mulheres que estão na casa dos 30 anos, teve origem no livro A Mulher de Trinta Anos, do escritor francês Honoré de Balzac. O livro narra a história Júlia d`Àiglemont, uma mulher que ao chegar aos trinta anos se ver em um casamento infeliz, apaixonando-se novamente por outro homem. No livro, Balzac tece uma vasta lista de comparações entre mulheres mais jovens, e, por consequência emocionalmente imaturas, e mulheres mais velhas e maduras, concluindo que, em todos os quesitos, a balzaquiana é superior. 
 

Finalmente, de longe o adjetivo literário mais conhecido, o termo Sádico tem origem no escritor francês Marquês de Sade, mais conhecido por suas obras de cunho erótico, que muitas vezes descreviam homens que sentiam prazer na dor dos demais.

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