quinta-feira, 15 de Março de 2012

[Referência Literária do Dia] Olivia Wilde


Olivia Wilde é uma atriz norte-americana mais conhecida do grande público pelo papel que fez na série House. A atriz, que na verdade se chama Olivia Jane Cockbur, adotou o nome artístico Wilde em razão do escritor irlandês Oscar Wilde. Trata-se de uma homenagem ao seu pai, que assim como o escritor, também é irlandês.

sexta-feira, 9 de Março de 2012

[Curiosidades Literárias] Escritores mais conhecidos por seus pseudônimos

Você, leitor, por acaso já ouviu falar em Eric Blair, Charles Dodgson, Ricardo Basoalto, Samuel Clemens ou Henri-Marie Beyle? Não? Tem certeza? Talvez você já tenha até lido algum livro dessas pessoas. É que alguns escritores ficaram mais conhecidos por seus pseudônimos do que por seus próprios nomes, conforme veremos adiante:

1º - George Orwell

 

Pseudônimo: George Orwell
Nome Verdadeiro: Eric Arthur Blair

O autor dos clássicos livros 1984 e A Revolução dos Bichos chamava-se na verdade Eric Arthur Blair, e não George Orwell como ficou mundialmente conhecido. Curiosamente, o escritor foi enterrado com o seguinte epitáfio: “Here lies Eric Arthur Blair, born June 25, 1903, died January 21, 1950" ("Aqui jaz Eric Arthur Blair, nascido em 25 de Junho de 1903, falecido em 21 de Janeiro de 1950”), não sendo feita nenhuma alusão ao pseudônimo famoso.

- Lewis Carroll

Pseudônimo: Lewis Carroll
Nome Verdadeiro: Charles Lutwidge Dodgson

Lewis Carroll escreveu aquele que viria a ser tornar um dos livros favoritos de todo pseudointelectual/Cult: Alice no País das Maravilhas. Apesar de nunca ter escrito sobre mamilos, seu nome está costumeiramente envolto em polêmica, posto que pesam sobre o autor severas acusações de pedofilia. É que o mesmo tinha como “passatempo” desenhar ou fotografar meninas seminuas, com a permissão da mãe.

3º - Mark Twain


Pseudônimo: Mark Twain
Nome Verdadeiro: Samuel Langhorne Clemens

Mark Twain foi um escritor estadunidense autor dos clássicos livros As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn. Pouca gente sabe, mas, na verdade, ele se chamava Samuel Langhorne Clemens.

4º - Pablo Neruda


Pseudônimo: Pablo Neruda
Nome Verdadeiro: Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto

O poeta chileno resolveu adotar o pseudônimo Pablo Neruda em homenagem ao escritor checo Jan Nepomuk Neruda. Posteriormente, o escritor conseguiu na justiça a modificação de seu nome para o pseudônimo que usou durante toda a sua vida.

5º - Stendhal


Pseudônimo: Stendhal
Nome Verdadeiro: Henri-Marie Beyle

Stendhal foi o apenas um e o mais famoso dos pseudônimos usados pelo escritor francês Henri-Marie Beyle. Conhecido mundialmente pela obra O Vermelho e o Negro, o autor não gozou de muita popularidade em vida, somente sendo reconhecido – como ele próprio previra -, no início século XX.

6º - Ferreira Gullar


Pseudônimo: Ferreira Gullar
Nome Verdadeiro: José Ribamar Ferreira

Segundo o próprio autor: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Airton Dalass Coteg Sousa Ribeiro Dasciqunta Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".

7 º - Miguel Torga


Pseudônimo: Miguel Torga
Nome Verdadeiro: Adolfo Correia da Rocha

Miguel Torga foi um dos maiores escritores portugueses do século passado. O pseudônimo famoso foi criado aos 27 anos. O “Miguel” é uma deferência aos escritores espanhóis Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. O “Torga”, por sua vez, é uma planta brava da montanha, que nasce sobre as rochas.

8º - Anne Rice


Pseudônimo: Anne Rice
Nome Verdadeiro: Howard Allen O'Brien

Anne Rice é uma escritora estadunidense famosa pelos seus livros sobre vampiros, como, por exemplo, as obras Entrevista com o Vampiro e A Rainha dos Condenados, ambos já adaptados para o cinema. A própria autora escolheu “Anne” como primeiro nome, ao entrar na escola. O “Rice” decorre do sobrenome do seu primeiro marido, o também escritor Stan Rice.

9º - George Sand


Pseudônimo: George Sand
Nome Verdadeiro: Amandine Aurore Lucile Dupin

George Sand foi uma escritora francesa, considerada por muitos como uma das precursoras do movimento feminista. O pseudônimo foi lhe dado pelo o escritor Jules Sandeau, um de seus inúmeros amantes.

10º - Voltaire


Pseudônimo: Voltaire
Nome Verdadeiro: François Marie Arouet

Voltaire foi um dos maiores pensadores iluministas. Passou a história pelas críticas que fez aos regimes absolutistas europeus, bem como pelas duras críticas a Igreja Católica. Um dos maiores críticos de toda história da Igreja Católica, o escritor, por ironia do destino (ou desejo de sua família) foi enterrado na Abadia de Scellieres. Após a Revolução Francesa, contudo, seu corpo foi levado para o Panteão de Paris, onde permanece até hoje.

terça-feira, 6 de Março de 2012

[Referência Literária do Dia] Adjetivos Literários

As vezes, alguns escritores tem sua obra ligada de tal forma a certos temas da vida, que acabam por virar adjetivos. Pouco gente sabe, mas em nossa língua pátria podemos encontrar diversos adjetivos que estão intimamente ligados a obra de algum escritor.



O adjetivo Quixotesco, por exemplo, pode ser utilizado para qualificar uma pessoa como extremamente sonhadora, romântica, fora da realidade. O termo é uma alusão a obra Dom Quixote de La Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes. A obra narra as desaventuras de Dom Quixote, um pequeno fidalgo que perdeu a razão por muita leitura de romances de cavalaria e pretende imitar seus heróis preferidos.



Por sua vez, o adjetivo Kafkiano é utilizado para descrever uma situação absurda, contrária ao bom senso, sem sentido. O termo é utilizado normalmente em um contexto burocrático, descrevendo situações surreais que somos obrigados a viver no mundo atual. O termo faz referência ao escritor checo Franz Kafka, principalmente a sua obra O Processo, na qual o personagem principal sofre um longo e angustiante processo judicial sem que lhe seja dito ao certo qual o seu crime.


Outro adjetivo com origem literária é o termo Orwelliano, que virou um sinônimo para estado totalitário, repressor, que não respeita os direitos humanos. O termo é uma alusão ao livro 1984, do escritor George Orwell. Na trama, somos apresentados a um mundo dominado por três grandes estados totalitários, que vivem uma guerra sem fim uns com os outros. Nesse mundo, onde as liberdades individuais foram suprimidas, as pessoas são vigiadas diariamente pelos membros do partido dominante, a informação é manipulada pelo governantes, de forma a melhor atender seus interesses (tipo a Rússia, o Irã e a Venezuela atualmente).


Bem mais conhecido do grande público, o termo Balzaquiana, utilizado para descrever mulheres que estão na casa dos 30 anos, teve origem no livro A Mulher de Trinta Anos, do escritor francês Honoré de Balzac. O livro narra a história Júlia d`Àiglemont, uma mulher que ao chegar aos trinta anos se ver em um casamento infeliz, apaixonando-se novamente por outro homem. No livro, Balzac tece uma vasta lista de comparações entre mulheres mais jovens, e, por consequência emocionalmente imaturas, e mulheres mais velhas e maduras, concluindo que, em todos os quesitos, a balzaquiana é superior. 
 

Finalmente, de longe o adjetivo literário mais conhecido, o termo Sádico tem origem no escritor francês Marquês de Sade, mais conhecido por suas obras de cunho erótico, que muitas vezes descreviam homens que sentiam prazer na dor dos demais.

segunda-feira, 5 de Março de 2012

[Curiosidades Literárias] Fahrenheit 451



Já que mencionei o livro Fahrenheit 451 no tópico passado, vou falar uma curiosidade sobre ele. O livro, uma distopia escrita por Ray Bradbury, narra um futuro no qual os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas antissociais, e o pensamento crítico é suprimido. Na trama, os bombeiros não apagam incêndios, mas, sim, queimam livros e obras de arte. Em passagens surreais, o autor narra labaredas de fogos saindo das mangueiras em vez de água. 

O livro possui esse título, a propósito, porque Fahrenheit 451 é a temperatura na qual o papel pega fogo (antes de por esse título no livro, o autor consultou um bombeiro, mas jamais checou se a informação estava correta).

Outra curiosidade sobre a obra - que não é bem literária, mas também é interessante -, é que o livro foi adaptado para o cinema em 1966, em um filme dirigido pelo francês François Truffaut. Ao final, os créditos do filme não aparecem escritos na tela, mas falados (embora muitos críticos afirmem que isso é uma alusão ao fato dos livros serem proibidos na obra, o diretor nunca explicou a situação).